Brasil registra maior déficit em contas externas em 11 anos: US$ 68,8 bilhões
- Allyson Xavier
- 26 de jan.
- 2 min de leitura
Rombo chegou a US$ 68,8 bilhões em 2025, impulsionado por remessas de lucros ao exterior e aumento das importações, segundo dados do Banco Central

O Brasil encerrou o ano de 2025 com o maior déficit em contas externas dos últimos 11 anos, somando US$ 68,8 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O resultado equivale a cerca de 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) e representa um agravamento em relação ao ano anterior.
As contas externas, também chamadas de transações correntes, registram todas as operações do país com o exterior, incluindo comércio de bens, serviços, rendas e transferências. O déficit indica que o Brasil enviou mais recursos para fora do que recebeu ao longo do ano.
“O resultado reflete uma combinação de economia interna mais aquecida, maior volume de importações e aumento no envio de lucros e dividendos ao exterior”, informou o Banco Central.
Entre os principais fatores que pressionaram o saldo negativo está a redução do superávit da balança comercial, mesmo com exportações ainda em patamar elevado. O crescimento das importações, impulsionado pelo consumo e pela atividade econômica, diminuiu a diferença positiva entre vendas e compras externas.
Outro ponto relevante foi o aumento das remessas de lucros, dividendos e juros para investidores estrangeiros, movimento comum em períodos de maior rentabilidade das empresas instaladas no país. Esse fluxo de renda pesa diretamente no resultado das contas correntes.
O desempenho de 2025 supera o déficit registrado em 2024, que havia sido de US$ 66,2 bilhões, e representa o pior resultado desde 2014. Apesar disso, o Banco Central avalia que o cenário ainda é considerado financiável, graças à entrada robusta de capital estrangeiro.
O investimento estrangeiro direto no Brasil alcançou cerca de US$ 77,7 bilhões em 2025, volume suficiente para cobrir integralmente o déficit externo. Esse tipo de investimento é visto como mais estável, pois está ligado à instalação ou ampliação de empresas no país.
Mesmo sem sinalizar risco imediato, o resultado reforça a necessidade de atenção à competitividade das exportações, ao controle do endividamento externo e à sustentabilidade do crescimento econômico nos próximos anos.
Fontes: Metrópoles, Banco Central do Brasil, Investing.com





















