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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026

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Brasil registra maior déficit em contas externas em 11 anos: US$ 68,8 bilhões

  • Foto do escritor: Allyson Xavier
    Allyson Xavier
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

Rombo chegou a US$ 68,8 bilhões em 2025, impulsionado por remessas de lucros ao exterior e aumento das importações, segundo dados do Banco Central


O Brasil encerrou o ano de 2025 com o maior déficit em contas externas dos últimos 11 anos, somando US$ 68,8 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O resultado equivale a cerca de 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) e representa um agravamento em relação ao ano anterior.


As contas externas, também chamadas de transações correntes, registram todas as operações do país com o exterior, incluindo comércio de bens, serviços, rendas e transferências. O déficit indica que o Brasil enviou mais recursos para fora do que recebeu ao longo do ano.


“O resultado reflete uma combinação de economia interna mais aquecida, maior volume de importações e aumento no envio de lucros e dividendos ao exterior”, informou o Banco Central.


Entre os principais fatores que pressionaram o saldo negativo está a redução do superávit da balança comercial, mesmo com exportações ainda em patamar elevado. O crescimento das importações, impulsionado pelo consumo e pela atividade econômica, diminuiu a diferença positiva entre vendas e compras externas.


Outro ponto relevante foi o aumento das remessas de lucros, dividendos e juros para investidores estrangeiros, movimento comum em períodos de maior rentabilidade das empresas instaladas no país. Esse fluxo de renda pesa diretamente no resultado das contas correntes.


O desempenho de 2025 supera o déficit registrado em 2024, que havia sido de US$ 66,2 bilhões, e representa o pior resultado desde 2014. Apesar disso, o Banco Central avalia que o cenário ainda é considerado financiável, graças à entrada robusta de capital estrangeiro.


investimento estrangeiro direto no Brasil alcançou cerca de US$ 77,7 bilhões em 2025, volume suficiente para cobrir integralmente o déficit externo. Esse tipo de investimento é visto como mais estável, pois está ligado à instalação ou ampliação de empresas no país.


Mesmo sem sinalizar risco imediato, o resultado reforça a necessidade de atenção à competitividade das exportações, ao controle do endividamento externo e à sustentabilidade do crescimento econômico nos próximos anos.


Fontes: Metrópoles, Banco Central do Brasil, Investing.com

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