Correios precisam de R$ 10 bilhões em 15 dias e podem demitir 10 mil funcionários
- Allyson Xavier
- 14 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Estatal vive sua pior crise financeira em décadas e busca empréstimo com garantia da União

Os Correios enfrentam uma crise sem precedentes. Afundada em dificuldades financeiras, a estatal corre contra o tempo para levantar pelo menos R$ 10 bilhões em apenas 15 dias, valores considerados essenciais para equilibrar as contas, evitar colapso operacional e impedir que o cenário se torne ainda mais crítico.
A direção da empresa trabalha para obter o montante por meio de um empréstimo com garantia da União, que precisaria ser aprovado e liberado até o fim do mês. Sem esses recursos, áreas essenciais da operação dos Correios ficam ameaçadas.
Plano de enxugamento: 700 agências a menos e cortes profundos
Enquanto tenta obter o financiamento, a estatal prepara um pacote de reestruturação. O plano inclui:
Fechamento de 700 agências em todo o país
Programa de desligamento voluntário que mira a saída de 10 mil funcionários
Medidas de incentivo financeiro para as demissões, o que também gera novos custos imediatos
O objetivo central da direção é recuperar a capacidade operacional e impedir um colapso nos serviços prestados. Fontes ligadas à empresa reconhecem que o caixa está estrangulado e que há dificuldades crescentes para manter pagamentos fundamentais, como fornecedores logísticos e manutenção de frota.
A crise dos Correios resulta de uma combinação de fatores, incluindo:
perda de receita com a queda contínua no envio de cartas
competição acirrada com transportadoras privadas no setor de encomendas
alto custo de estrutura e pessoal
investimentos represados ao longo de anos
Mesmo com o empréstimo, a estatal ainda terá desafios estruturais significativos pela frente. A necessidade de modernização tecnológica, revisão de contratos e novas fontes de receita segue como uma pauta urgente.
A situação reacende o debate sobre eventual privatização, proposta que voltou ao centro das discussões políticas e econômicas no país.
Fontes: O Globo, Agência Brasil, dados institucionais dos Correios.






















