Cientistas detectam sinal de 13 bilhões de anos vindo do espaço
- Allyson Xavier
- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Fenômeno registrado por satélite e confirmado pelo Telescópio James Webb permite observar o universo quando ele tinha menos de 1 bilhão de anos

Cientistas detectaram um sinal originado há cerca de 13 bilhões de anos, considerado um dos registros mais antigos já observados pela astronomia moderna. O fenômeno foi identificado como um surto de raios gama, uma das explosões mais energéticas do universo, associado ao colapso de uma estrela extremamente massiva nos primórdios do cosmos.
O sinal foi inicialmente captado pelo satélite SVOM, uma missão conjunta entre França e China dedicada ao monitoramento de eventos cósmicos extremos. Após a detecção, telescópios terrestres e o Telescópio Espacial James Webb foram acionados para analisar com precisão a origem e as características do evento.
De acordo com os pesquisadores, a explosão ocorreu quando o universo tinha aproximadamente 730 milhões de anos, o equivalente a cerca de 5% da idade atual do cosmos. A luz emitida nesse evento levou bilhões de anos para chegar à Terra devido à enorme distância e à expansão contínua do universo.
“Estamos observando diretamente um evento que aconteceu na infância do universo, em uma época em que as primeiras estrelas e galáxias estavam se formando”, destacaram os cientistas envolvidos no estudo.
Os surtos de raios gama são geralmente associados à morte de estrelas gigantes, que colapsam e dão origem a supernovas ou buracos negros. No caso deste sinal, a intensidade e a distância sugerem que ele esteja ligado a uma das primeiras gerações de estrelas, conhecidas como estrelas primordiais.
A descoberta é considerada um marco para a cosmologia porque oferece dados inéditos sobre a chamada Aurora Cósmica, período em que o universo começou a emitir luz após a fase inicial de escuridão que se seguiu ao Big Bang. Além disso, o registro ajuda a testar teorias sobre a formação das primeiras estruturas cósmicas e a evolução do universo.
Especialistas afirmam que observações como essa só são possíveis graças à combinação de satélites de alerta rápido e telescópios de última geração, como o James Webb, capaz de analisar objetos extremamente distantes e antigos com alto nível de precisão.
Fontes: Terra, NASA, Agência Espacial Europeia, James Webb Space Telescope






















