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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ciência e Tecnologia

Cientistas detectam sinal de 13 bilhões de anos vindo do espaço

  • Foto do escritor: Allyson Xavier
    Allyson Xavier
  • 19 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Fenômeno registrado por satélite e confirmado pelo Telescópio James Webb permite observar o universo quando ele tinha menos de 1 bilhão de anos


James Webb no espaço

Cientistas detectaram um sinal originado há cerca de 13 bilhões de anos, considerado um dos registros mais antigos já observados pela astronomia moderna. O fenômeno foi identificado como um surto de raios gama, uma das explosões mais energéticas do universo, associado ao colapso de uma estrela extremamente massiva nos primórdios do cosmos.


O sinal foi inicialmente captado pelo satélite SVOM, uma missão conjunta entre França e China dedicada ao monitoramento de eventos cósmicos extremos. Após a detecção, telescópios terrestres e o Telescópio Espacial James Webb foram acionados para analisar com precisão a origem e as características do evento.


De acordo com os pesquisadores, a explosão ocorreu quando o universo tinha aproximadamente 730 milhões de anos, o equivalente a cerca de 5% da idade atual do cosmos. A luz emitida nesse evento levou bilhões de anos para chegar à Terra devido à enorme distância e à expansão contínua do universo.

“Estamos observando diretamente um evento que aconteceu na infância do universo, em uma época em que as primeiras estrelas e galáxias estavam se formando”, destacaram os cientistas envolvidos no estudo.

Os surtos de raios gama são geralmente associados à morte de estrelas gigantes, que colapsam e dão origem a supernovas ou buracos negros. No caso deste sinal, a intensidade e a distância sugerem que ele esteja ligado a uma das primeiras gerações de estrelas, conhecidas como estrelas primordiais.



A descoberta é considerada um marco para a cosmologia porque oferece dados inéditos sobre a chamada Aurora Cósmica, período em que o universo começou a emitir luz após a fase inicial de escuridão que se seguiu ao Big Bang. Além disso, o registro ajuda a testar teorias sobre a formação das primeiras estruturas cósmicas e a evolução do universo.


Especialistas afirmam que observações como essa só são possíveis graças à combinação de satélites de alerta rápido e telescópios de última geração, como o James Webb, capaz de analisar objetos extremamente distantes e antigos com alto nível de precisão.


Fontes: Terra, NASA, Agência Espacial Europeia, James Webb Space Telescope

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